sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas de 2016 - O impacto financeiro nas Empresas Privadas



Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas de 2016 – O impacto financeiro nas Empresas Privadas    
Em 2009, o Comitê Olímpico Internacional(COI) escolheu o Brasil, especificamente o Rio de Janeiro, como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, e desde então os impactos econômicos previstos para esses eventos já começaram a se repercutir em nosso país. A promoção de grandes eventos esportivos como PAN, olimpíadas, Copa do Mundo de Futebol, tem sido uma estratégia de diversos países para a atração de investimentos e atenção internacional, movimentando setores básicos do país; Os benefícios econômicos destes eventos sempre foram um forte argumento em face ao trabalho empregado e o gasto público para sediar tais eventos, que requerem uma grande infra-estrutura apropriada aos jogos no país. A estimativa é que o impacto econômico dos Jogos Olímpicos e paraolímpicos no Brasil sobre o PIB(Produto Interno Bruto) será de R$22bilhões de 2009 até 2016, e também, no período de 2017 a 2027 poderá chegar a R$27bilhões, isto é, espera-se um importante legado, refletindo diretamente na área econômica do país. Setores econômicos como construção civil(10,5%), serviços imobiliários e aluguel(6,3%), serviços prestados a empresas(5,7%), petróleo e gás(5,1%) , serviços de informação e transporte(5%), armazenagem e correio(4,8%) serão os mais beneficiados em virtude dos jogos (Secretaria da Comunicação Social da Presidência da República, 2009). No caso do evento da Copa do Mundo, o impacto econômico gera receita para as cidades-sede, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador, porém, cidades próximas também poderão se beneficiar com a movimentação do comércio local.

Investimentos anunciados pelas cidades-sede da Copa:

Cidades-sede da Copa 2014
Orçamento para estádios(R$ milhões)
Investimentos totais estimados(R$ bilhões)
Rio de janeiro
430
11,0
Salvador
550
5,0
Recife
500
5,0
Manaus
580
1,5
Cuiabá
430
3,0
Fortaleza
400
9,4
Natal
300
3,5
São Paulo
250
33,4
Brasília
600
3,5
Belo Horizonte
Em elaboração
1,5
Porto Alegre
130
5,0
Curitiba
138
4,5

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e governos estaduais e municipais(informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico em novembro de 2009).

Nota: para São Paulo e Rio de Janeiro, os valores correspondem ao total dos Estados.



Um dos principais fatores que impulsionam um país a sediar esses eventos é o grande fluxo turístico no mesmo, não somente pelos torcedores que vão assistir a competição, como também a exposição na mídia internacional; a crescente visibilidade do Brasil no cenário internacional precisa ser bem aproveitada para alavancar as receitas nos setores privado e público, explorando ao máximo o potencial turístico do país. Esta crescente demanda do turismo beneficiará não somente grandes empresas do setor, mas também micro e pequenas empresas que certamente serão impulsionadas. Entretanto, as oportunidades de negócio não se restringem ao contexto dos eventos, o legado traz oportunidades de desenvolvimento e expansão dessas empresas, não importando o tamanho delas. Tal desenvolvimento pode surgir por diferentes razões: proximidade de Micro e Pequenas Empresas com as grandes empresas, o que pode permitir aprendizado e desenvolvimento de novos recursos e capacidades para atender esses clientes, exigências de nível de serviço e qualidade para prestação de serviços para grandes empresas e agentes oficiais(FIFA e patrocinadores por exemplo), possibilitando um engajamento das pequenas empresas de forma a atender os requisitos necessários; ou maior grau de exigência do público estrangeiro que comparecem ao evento(SEBRAE-12/09/2011).



O crescimento de empregos no Rio – setor de Turismo


Após longo período perdendo para o restante do País em segmentos econômicos diretamente relacionados com o turismo, a cidade de maior apelo turístico do Brasil, o Rio de Janeiro, começa a dar sinais de recuperação. Estudo feito pelo economista Mauro Osório, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ), mostra forte reação do emprego nos serviços de alimentação e alojamento na capital fluminense entre 2009 e 2010, os números já mostram diferença menor entre os dois grupos de cidades: a abertura de postos de trabalho no setor cresceu 7% no Rio, contra 8,9% no conjunto das 11 capitais.

No setor de hotéis e pousadas (alojamento), o fenômeno se repete. De 2000 a 2010, o crescimento do emprego no Rio ficou em 6,9%, contra 13,6% no conjunto das capitais pesquisadas. Quando a análise foi restrita à comparação dos dois últimos anos em estudo, Osório, que é reconhecido como principal estudioso independente da economia da Cidade e do Estado, constatou que o Rio praticamente igualou-se à média geral, ampliando o número de vagas em 3,8%, enquanto a média geral ficou em 4%.

“Reestruturação da máquina pública, atração de grandes eventos (Copa de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016) e melhoria da segurança pública” são os principais fatores apontados pelo economista, não necessariamente nessa ordem, para a mudança que se observa e que se estende ao conjunto da economia.

Para mostrar como a atração de grandes eventos refletiu-se imediatamente no fluxo de turistas para a capital fluminense, embora eles ainda estejam distantes, segundo o relato do gerente de um dos grandes hotéis da cidade, semanas depois da decisão do Comitê Olímpico Internacional(COI) favorável ao Rio, o fluxo de turistas internos cresceu, passando a rivalizar com o de viajantes internacionais, até então absoluto. O gosto especial do carioca pela convivência nas ruas e esquinas, de acordo com o economista, estaria sendo reestimulado pela sensação de mais segurança gerada por iniciativas recentes, especialmente a criação das Unidades de Policia Pacificadora(UPPs), que já restabeleceram a autoridade pública em 13 comunidades antes dominadas pelo tráfico de drogas (Valor Econômico – 31/10/11).

Investimento estrangeiro - Brasil


Não é por acaso que os olhares do mundo estão voltados para o Brasil; esses eventos também atraem investimentos para o nosso país vindos de fora, assim como o aquecimento da nossa economia repercute positivamente em outros países. Um exemplo é a empresa Americana Owens-Illinois, o diretor de vendas da empresa, Vieira, declara: “A empresa precisa investir para acompanhar o mercado”; mesmo após um ano marcado por oscilações na demanda da indústria de embalagens, a fabricante de vidros Owens-Illinois, aposta no Brasil e estuda a construção de uma nova fábrica no país.

Segundo o diretor de vendas da subsidiaria brasileira, Ricardo Leonel Vieira, a matriz deve anunciar nos próximos meses os novos investimentos. Uma das maiores produtoras de embalagens de vidro está confiante no crescimento do setor no Brasil, principalmente com os eventos que o país vai abrigar como Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo e há planos para a expansão das unidades já existentes; já está realizando um estudo para definir um projeto “greenfield” – construído a partir do zero – no país, que deve ser anunciado logo pelo presidente executivo global do grupo, Al Stroucken.

A subsidiária brasileira atua como fornecedora de embalagens de vidro para os segmentos de cerveja, de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, alimentos e farmacêuticos, produzem também vidros para a área de utilidades domésticas. Cerveja e alimentos, juntos, representam metade do faturamento da companhia. Grande parte da outra metade dos resultados vem de embalagens de bebidas. A multinacional tem ampliado os investimentos nos país; em setembro de 2010, comprou os ativos da CIV(Cia. Industrial de Vidros), do grupo pernambucano Cornélio Brennand, por US$ 603 milhões, “A América Latina, em geral, é um mercado que está se sofisticando e tem alto potencial de crescimento em nichos de valor agregado”, disse Vieira (Valor Econômico – 04/11/11). 

Em pesquisa para saber um pouco mais sobre a visão que os investidores estrangeiros estão tendo do Brasil, especialmente da nossa cidade, encontramos o site Rio Apartments.com. A empresa anuncia oportunidade de negócios em vários setores e em outros Estados também, mas estrategicamente aparecem os imóveis localizados no Rio, já de olho nesse momento muito importante para a cidade.

“Estamos localizados no Rio de Janeiro para aproveitar o crescimento explosivo projetado; os Estados Unidos projetaram um crescimento 10 a 15% anual neste Estado. Esse crescimento está projetado para ser duas vezes mais rápido que o resto do país, e vai corresponder a 20% do PIB do Brasil. Os Jogos Olímpicos estão vindo para o Rio de Janeiro e vão gerar em torno de U$ 40Bilhões em investimentos, além da Copa do Mundo de Futebol, bem como a Copa das Confederações em 2013, todos necessitando de investimentos. Mais uma área de interesse foi de shoppings Centers e venda no varejo, são áreas interessantes para investimentos; outras áreas como Portos, logísticas e Governamentais, também estão crescendo rapidamente com risco limitado; a captação de investimento para financiamento de um grande projeto no Porto do Rio é de mais de US$600milhões (Rio Apartmentes.com).

Entrando na página principal do site vemos uma lista de imóveis bem localizados, desde pequenos imóveis até luxuosas coberturas, temporários, compra e venda, imóveis residenciais, e na parte de investimentos, Projeto de Eco Resort na Barra da Tijuca-R$400milões, Hotel Frente Mar Zona Sul-R$190milhões; isto é, uma gama bem diversificada de negócios.  

Referências:

-RIO 2016, candidatura do Rio em 2009. http: www.rio2016.org.br . Data de acesso: 08/11/2011.

-SECRETARIA DA COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, Impacto econômico das Olimpíadas no Rio será de US$ 14bilhões. http: www.ipcdigital.com/br/Noticias/Brasil/Impacto-economico-das-Olimpiadas-no-Rio-sera-de-US-14-bilhoes . Data de acesso: 08/11/11.

-SEBRAE, Brasil sustentável copa do mundo 2014. http: www.sebrae.com.br. Data de acesso: 08/11/11.  

-SEBRAE, Mapa de oportunidades nacional Consolidado. http: www.sebrae.com.br. Data de acesso: 08/11/11.

-PORTAL 2014, FIFA divulga o logo da copa brasileira. http: www.portal2014.org.br. Data de acesso: 08/11/11.

-JORNAL VALOR ECONÔMICO, matéria de 31/10/11: Rio volta a abrir postos de trabalho. Jornal eletrônico disponível em:

www.valor.com.br. Data de acesso: 06/11/11.

-JORNAL VALOR ECONÔMICO, matéria de 04/11/11: Owens-Illinois planeja nova fábrica no Brasil. Jornal eletrônico disponível em:

www.valor.com.br. Data de acesso: 06/11/11.

-RIO APARTMENTS.COM, Investment & Business. http: www.rioapartments.com/investments. Data de acesso: 06/11/11.


-DELOITTE.COM, Brasil bola da vez – negócios e investimentos a caminho dos megaeventos esportivos. http: www.deloitte.com/assents/Dcom-brazil/local%20assets/Documents/Estudos%20e%20pesquisas/Pesquisas%20brasil%20bola%20da%20vez%20-%20Deloitte%20e%20IBRI.PDF . Data de acesso: 06/11/11.


Integrantes do Grupo:
CATIA REGINA AGUENA DE OLIVEIRA - A00046
LUCIANA CORREA DE FARIA - A00034
MARCELO BAPTISTA FERREIRA BRAGA A00028
WAGNER DA SILVA LORETI A00030


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